caiu numa arapuca e agora não sabia como sair dali.Tinha se afastado de tudo e de todos, estava longe e sentou num canto da arapuca, perto de um cipó retorcido,sentia o cheiro das folhas secas de oiticica que coloriam a tarde quase se indo embora, réstias de sol entre os marmeleiros secos.Logo a noite ia chegar e na noite tudo se agiganta e qualquer sombra é aterrorizante.

Começou a lembrar dos caminhos por onde andava,gostava de caminhar na sua solidão de gentes, mas às vezes encontrava olhos que olhavam nos olhos, palavras verdadeiras.Mas fazia muito tempo tudo isso que se passou.Olhava pra frente agora, contra o sol poente e enxergava tudo que tinha se passado até aquele momento quando caiu na arapuca coberta de folhas secas.A oiticica reluzia, a noite logo chegaria.


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